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Objectivos

O sistema científico e tecnológico nacional constitui um instrumento de reconhecida importância para o desenvolvimento económico, social e cultural do país.
Para a eficácia deste instrumento e suas repercussões concorrem diversos factores. Um deles, incontornável no momento actual, é sem dúvida a política de emprego científico vigente: seu alcance, méritos, insuficiências, e sua adequação às reais necessidades do país.
A evolução positiva verificada ao longo dos últimos anos na formação avançada de recursos humanos em I&D - que importa manter, em nome de uma convergência com os restantes países da União Europeia, também neste domínio, ainda por fazer - não tem sido acompanhada da devida inserção profissional dos recursos formados.
A falta de emprego científico em Portugal - fenómeno contraditório face às carências nacionais nesta área insistentemente diagnosticadas - deve hoje ser encarada como um grave problema nacional. Um problema que se repercute e reflecte nos os caminhos que procuramos (ou não) para o nosso desenvolvimento colectivo.
Portugal, não o esqueçamos, apresenta no contexto europeu atrasos crónicos relativamente a importantes indicadores, como seja o número de pessoal afecto a actividades de I&D em permilagem da população activa, número este que é não só dos mais baixos de toda a U.E. como se encontra também abaixo da média dos países europeus candidatos ao alargamento em 2004.
Por tudo isto, a ABIC decide agora lançar o debate. E convocar vontades para alterar a actual situação. Da comunidade científica e académica aos responsáveis políticos, passando pelo sector produtivo e pelo tecido empresarial, todos terão uma palavra a dizer. Em nome da construção de um futuro que não podemos mais adiar.